sexta-feira, 7 de maio de 2010

Momento Besteirol (Com um fundo de verdade) - Nacionalidade de Adão e Eva

Discussão sobre a Nacionalidade de Adão e Eva


Um alemão, um francês, um inglês e um brasileiro

apreciam o quadro de Adão e Eva no Paraíso.


O alemão comenta:

- Olhem que perfeição de corpos:
Ela, esbelta e espigada;
Ele, com este corpo atlético, os músculos perfilados.
Devem ser alemães.


Imediatamente, o francês contesta:

- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende das figuras....
Ela, tão feminina...
Ele, tão masculino...
Sabem que em breve chegará a tentação...
Devem ser franceses.



Movendo negativamente a cabeça o inglês comenta:

- Que nada! Notem a serenidade dos seus rostos,
a delicadeza da pose,
a sobriedade do gesto.
Só podem ser ingleses.

 
Depois de alguns segundos mais, de contemplação silenciosa, o brasileiro declara:

- Não concordo. Olhem bem:
não têm roupa,
não têm sapatos,
não têm casa,
tão na merda...
Só têm uma única maçã para comer.
Mas não protestam,
ainda estão pensando em sacanagem e pior,
acreditam que estão no Paraíso.



Só podem ser brasileiros...


                Lógicamente é uma "piada", mas basta olhar os estádios lotados em dias de jogos de futebol, a apoteose lotada em época de carnaval, a multidão que se forma quando alguns cantores estrangeiros fazem shows por aqui, e uma sociedade que se mantem completamente inerte, mesmo com hospitais caindo aos pedaços, sem médicos, sem remédio, sem higiene, etc., escolas públicas sem estrutura nenhuma, milhares e milhares de pessoas desabrigadas em vários estados com a ocorrência de chuva... entre outros enormes problemas sociais.
E os brasileiros ainda acham que vivem no paraíso!!!


Pensa diferente ou concorda com o que eu disse? Participe com seu comentário!

sábado, 1 de maio de 2010

Seis coisas que vocês não sabem sobre mim

                 Bem, recebi esse convite de uma pessoa que eu simplesmente adoro que é a Kitty. Fico mesmo mesmo mesmo muito feliz com este convite, porque as vezes me sinto meio que um peixe fora d'água (se é que vocês me entendem).
Eu só demorei mesmo por dois motivos, um porque eu não acho que tenho muita coisa importante para que todos saibam sobre mim e o segundo, consequência do primeiro motivo, é que fiquei me perguntando... - quais serão as seis coisas da minha vida que poderiam interessar aos leitores. Logo, seguindo a dica de um amigão, vou tentar ser o mais simples possível.

Vamos às seis coisas ...

                 1. Eu sou a caçula de 4 filhos que minha mãe teve, mas ao contrário da maioria das famílias, eu não fui mimada não, posto que meus pai se separarou da minha mãe quando eu tinha seis anos (por acaso, hoje, 01/05/2010, faz 21 anos que ele saiu de casa). Daí, como ele não deixou praticamente nada no armário, eu tive que começar a trabalhar logo depois. Isso mesmo, meu primeiro trabalho foi quando eu tinha 6 anos e vendia alho de porta em porta. Minha mãe dizia que eu não sabia o valor do dinheiro, mas que ela me ensinou a dar troco direitinho. Não pense que era exploração de trabalho infantil não, eu só fazia isso porque sentia a necessidade de ajudar ela a nos criar.




                 2. Eu era uma menina muito tímida, mas sempre corajosa. Troxe da minha infância uma espécie de trauma de que ninguém queria ser minha amiga (o) porque eu era muito feia (assim eu me sentia) as pessoas sempre me colocavam meio que de lado. Quem iria querer ser amigo de uma menina feinha, gordinha de cabelo duro que ainda tinha uma mãe macumbeira? (essa era a ideia das mães de alguns colegas que não os deixavam se aproximar de mim). Quando adolescente, eu conheci algumas pessoas, dentre elas, uma grande amiga que eu amava demais. Éramos o tipo de amigas que andávamos de mão ou braços dados na rua e sempre dizíamos que nos amávamos. Nos conhecemos na escola e nunca moramos perto uma da outra, logo, era muito difícil a gente se ver quando passamos a estudar em escolas diferentes.
                   Um belo dia, marcamos de nos ver para colocar a fofoca em dia que por questões particulares eu não pude ficar muito tempo com ela. Isso a deixou muito chateada e a fez parar de me telefonar. Quando eu a procurei e novamente marcamos, brigamos pela primeira e última vez. Nunca mais nos vimos e nossos 10 anos de amizade cederam lugar à mágoas, tristezas e lembranças. Não pensem que eu não a procurei. Hoje já tem quase cinco anos que brigamos e eu já liguei para ela mais de 10 vezes. Ela sempre me atende com frieza e da última vez que telefonei (isso não tem 1 mês), ela fez questão de deixar claro que pra ela é como se eu tivesse morrido... Eu aprendi muito com isso.


                 3. Quando eu tinha dezesseis anos, oito dias antes de eu fazer 17, minha AMADA E SAUDOSA mãezinha partiu para uma outra vida. Ela morreu. Sem dúvidas, essa foi uma das coisas mais marcantes da minha vida.Ou melhor, a mais marcante. Morava a partir de então apenas eu e minha irmã, que engravidou e casou. Assim, com 17 para 18 anos passei morar sozinha. Sempre tive muita cabeça e não fiz nada de mega errado, mas alguns errinhos eu cometi. Fumei escondido (dos meus irmãos, pois se eles soubessem que eu estava fumando, eu iria ouvir muito, rsrsrs).
                   Foi também nesta idade que eu cometi o cúmulo da rebeldia: fugir de casa quando se mora sozinho (risos). Isso porque eu achava que meus irmãos pegavam demais no meu pé (mais risos). Não pensei duas vezes, depois de discutir uma noite com minha irmã que tinha o apoio da outra irmã, levantei às 5h da manhã, juntei minhas roupas numa sacola, escrevi uma carta de despedida e saí de casa. Eu pensei: todos só irão me dar valor quando me perderem. Peguei o trem e já dei de cara com uma ex professora e sua namorada. Pensei... como vou sumir? Elas vão dar meu paradeiro mas segui minha ideia. Sem saber direito pra onde ir, desci num parque por volta das 6:30h e ele só abriria as 10h. Fiquei na porta até abrir. Quando abriu fiquei lá o dia inteirinho imaginando como já deviam estar desesperados pela minha falta. Lá aconteceu muita coisa, vi mendigos pelados, fumei muitos cigarros (e esta foi a última vez que fumei, hoje em dia eu detesto cigarros) e assim passei o dia. Quando chegou o fim do dia eu pensei, e agora? Já são 17h. o parque vai fechar, pra onde vou? Sem saber pra onde ir, o que eu fiz??? Voltei pra casa! Sabe o que foi pior? Quando cheguei, eles nem sabiam que eu tinha saído... aquilo foi a morte pra mim. Chorei a noite e madrugada inteirinha, rsrsrsrs.




                   4. Eu sempre amei escrever. Não conseguia dormir sem ter ao meu lado uma caneta ou papel. Com a morte da minha mãe, eu passei a escrever muito mais, e sem ter mais o que escrever, resolvi escrever para um jornal de grande circulação do Rio de Janeiro, jornal Extra, para colocar um anúncio para fazer amizades. Escrevi em novembro e o anúncio foi publicado em maio do ano seguinte. Eu mesma nem sabia que ele seria publicado.só descobri a publicação, quando o carteiro chegou na minha casa com 17 cartas endereçadas a mim. Eu fiquei surpresa e radiante com aquelas cartas, e mais ainda, quando dois dias depois chegaram 69 cartas pra mim. Sei que ao total chegaram mais de 400 cartas, mas eu não consegui responder pra todo mundo. Eram cartas de todos os tipos, pessoas e lugares, tinham presidiários, homosexuais, idosos, jovens, em fim, era muito variada mesmo. Dentre essas cartas, e logo na primeira leva, estava a de um rapaz que eu respondi. Começamos a amizade, e fomos nos escrevendo, escrevendo, escrevendo e, um ano e meio depois nos conhecemos e começamos a namorar. Passados 3 anos, resolvemos morar juntos, e estamos juntos até hoje.



                    5. Até terminar o ensino fundamental e parar de estudar no primeiro ano do ensino médio, eu não gostava muito de estudar não, até porque, eu desconhecia a importância do estudo. Eu sempre tive que trabalhar. Quando eu reiniciei o ensino médio, voltei com muito mais garra, eu queria ser inteligente! rsrsrs Estudei em CIEP (conhecido como Brizolão), e quando terminei fiz o PVNC - Pré Vestibular para Negros e Carentes. Trata-se de um pré-vestibular comunitário, onde eu aprendi a sonhar que podia fazer faculdade um dia. Estudei lá por um ano e meio e não consegui passar para Direito em uma universidade pública, até porque eu não tinha recurso financeiro nenhum. Na época, toda a minha renda era de R$ 70 (setenta) reais mensais. Isso para comer, vestir, trabalhar, sair, ..., era essa grana pra sobreviver, então não acreditava mais em mim. Foi quando, um pouco mais de um ano de sair do PVNC, eu fiz o Enen e com uma nota boa, eu consegui uma bolsa integral de estudo no curso de Direito, numa faculdade próxima a minha casa. Me lembro bem que quando eu consegui essa bolsa de estudos, meu namorido estava desempregado então eu fui até meu pai e pedi que ele me ajudasse durante 3 meses com R$50 (cinquanta reais) para eu no primeiro mês comprar 1 mochila e caderno, e nos outros 2 meses eu usaria pra passagem, isso até eu também conseguir um emprego ou estágio. Sabe qual foi a resposta dele? Ele me disse que não ajudaria porque "enquanto São Jorge tivesse cavalo, ele não andaria a pé." ou seja, enquanto ele me ajudasse eu não arrumaria emprego. Este foi o incentivo e a resposta que ele me deu quando eu fui contar pra ele que ía fazer faculdade.Consegui pelo programa do goverdo ProUni na Universidade Estácio de Sá, onde  GRAÇAS A DEUS, termino este ano.



               

  6. A sexta e última coisa que muita gente já sabe sobre mim, mas que faço questão de novamente contar é minha vitória com meu peso. Até final de 2008 eu me sentia muito mal, muito triste e deprimida por me achar muito feia, muito gorda. Por medo de descobrir o quanto eu estava gorda, eu fiquei muito tempo sem me pesar, mas lembro exatamente do dia que resolvi acabar com isso. Em uma tarde de dia de semana, em janeiro de 2009, eu deitada na minha cama, aos prantos por ser tão gorda e tão feia resolvi emagrecer. Coloque 1 tênis e comecei a fazer caminhada. No dia seguinte resolvi procurar uma academia para começar a malhar e procurei também a nutricionista para me ajudar na alimentação. Eu, medindo 1,75m pesava 124,100 kg quando isso aconteceu, mas quando terminou o ano de 2009, eu já estava com 81k. A minha atual luta e para manter o peso (e perder um pouquinho mais, rsrsrs) e também para fazer algumas cirurgias plásticas para retirada do excesso de pele que fiquei. Mas sem dúvidas é um grande marco na minha vida!




               Gente, esse é só um pouquinho de mim, da minha vida. Como eu disse, bem provavelmente não vai interessar quase ninguém, mas é a minha vida! Mas obrigada Valéria pelo convite. Obrigada de verdade!

Agora vou indicar as 6 pessoas quais eu quero saber também, ok?



Isaikki

Elizinho

Maria de fátima Jacinto - Areratama

Jotabe Pinheiro

José Felipe - JFelipe

Vovó Lili - a sábia Lília Salvadori

Espero que gostem!

quarta-feira, 3 de março de 2010

APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA!...



           Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.

           Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.

          Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali,espiando tranqüilamente.



          Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço. Perguntaram- me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.




Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:



-Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!



Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.




          Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado.


         Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.


         No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:


         -Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.

          Eu respondi:


         - Pensei que tivesse dito que não havia nenhuma viatura disponível.


(Por e-mail)