segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Eu não sei


                                     Não entendo porque não podemos falar o que pensamos. Mas é certo que se dizes o que pensa e o que sente, está sujeito a ouvir o que não queres. Prega-se pela liberdade o tempo todo, porém jamais sois livres para dizer o que realmente sente.
                               O pensamento não é negativo. O sentimento não é ruim. A vontade a cada um pertence, independente se os outros sabem. Ou não.



No Epitáfio eu não sei.
A lápide sepulcral contará com elogios.
Que me faltaram quando viva.
A que aqui jaz fora bela e viva.
Vida que não vivia, a não ser dentro de ti.
Lágrimas escorridas são das palavras silenciadas.
Sim, é tolice falar o que pensas.
Besteira é o que dizes.
Das palavras proibidas.
E porque dizes é mal vista.
Energia negativa.
Porque sonhas com a vida eterna.

                              


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domingo, 23 de outubro de 2011

HUMANO, a pior raça que existe!

            Eu aprendi que o que diferencia a raça humana de outras raças, é a capacidade de raciocínio. Eu nunca concordei muito com isso, haja vista que pra mim, não apenas o ser humano raciocina, mas muitas outras espécies de animais. A diferença pode estar que nos comunicamos da nossa maneira e outros animais tem maneiras diferentes de se comunicar.

             O ser humano se julga superior às outras raças, porém, como pode ser visto nos vídeos postados abaixo, há provas contrárias a esse pensamento.

           Após ver as imagens abaixo que considero CHOCANTES, por isso se você for uma pessoa sensível deverá se privar de vê-las, eu tive a certeza de quanto o ser humano não presta.

              Na minha opinião, o mundo só voltará a ter jeito quando a raça humana for extinta.

            Somos nós humanos que acabamos com o planeta. Nos dias atuais, muito se tem falado no fim do mundo, e eu acho que o mundo por si só não vai acabar, caso ele se acabe algum dia, isso acontecerá única e exclusivamente pela ação da raça humana.

              É ÓBVIO que eu tenho muito o que falar sobre minha opinião da raça humana, mas quero finalizar mesmo este post com as seguintes imagens...









"O Homem é tão egoísta que é preciso falar em recompensa na outra vida pra ele praticar o bem nesta."
(By Edson Aguiar)


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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

CRIANÇA DA NOITE: BANQUETE PARA DOIS


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CRIANÇA DA NOITE: BANQUETE PARA DOIS

Por Lord Gafa

Estava passando pela Vila Madalena. Muitos bares. Muita gente. Não gosto muito de lugares muito freqüentados, mas aqui se pode encontrar um lugarzinho acolhedor com boa musica e pessoas interessantes.

Entrei em um bar de MPB, freqüentado por um publico seleto: artistas, cantores, compositores, produtores, enfim os atores e autores da vida cultural paulista. Estava rolando uma espécie de Jam, com diversos músicos; Estavam comemorando alguma coisa. E, entretidos que estavam em seus festejos, passei despercebida, ninguém me incomodou. E a energia... Ah... Serviu-me como uma bela entrada, um petisco, aperitivo.

Sai para um role despretensioso, circulando pelas ruas do bairro em busca de um desgarrado que pudesse saciar minha fome de néctar da vida. De repente, senti um abalo na energia. Algo estava errado. Eram só residências. Será que tinha invadido o território de alguém? Mas logo percebi que não era uma energia qualquer. Não era, com certeza, de um familiar. Sem perceber já tinha parado minha Gold. Comecei então a procurar a origem desta aura perturbadora. Vinha de um sobradinho bem antigo pintado com tons pastel. Colorido. Alegre.

Encostei a Gold embaixo de umas arvores e desci. Estava totalmente alerta, me senti como o Homem-Aranha deve se sentir. Arrepiada. Em um salto, pousei silenciosamente em cima do telhado. Dirigi-me aos fundos da casa. Como eu suspeitava: A janela do quarto estava aberta.

Havia uma pequena sacada, desci cuidadosamente pela parede até ela. A porta estava trancada, o que quer que seja havia entrado pela janela. Escuridão total. Claro que para mim não importava. Ninguém no cômodo, mas o odor era terrível. Era de carne putrefada, mas somente um ser com sentidos apurados como os meus e capacidade de detectar o sobrenatural, poderia sentir.

Conseguia ouvir o ressonar e captar uma fraca energia humana vindo do quarto em frente. Eram quatro pessoas, duas muito fracas, deveriam ser crianças. Não tinha muita certeza; A energia que a criatura emanava tinha uma freqüência muito forte e estava confundindo um pouco meus sentidos. Podia ver as cores das auras iluminando fracamente o corredor, enevoadas pela aura da criatura.

Curiosa, preparei-me, busquei coragem no fundo do meu ser e entrei no recinto. Como havia sentido: Um casal e duas crianças.

- As crianças são sempre as mais saborosas, não concorda?

Não era nada do que passou por minha mente. Não era um monstro enorme, cheio de dentes. Apenas um homem, quer dizer, como fisicamente era. Mas, como eu, também era um ser de outra espécie. Consegui ver uma mudança em sua aura: A criatura estava receosa com o encontro inesperado.

- Quer eles? Desculpe, mas este é seu território?

- Meu território é bem grande. – Pensei: O mundo!

Fui e peguei o pai. Parecia um boneco, paralisado.

- Quem é você, ou melhor: O que é você? – Perguntei.

- Somente mais um tentando sobreviver. Você bebe quanto quiser e, eu fico com as carcaças.

- Você vai comê-los?

- Claro! Você não suga o sangue deles? Eu sumo com o resto. Pode me chamar de um faxineiro.

- Interessante... – Soltei o corpo do homem e peguei a esposa. – Simbiótico...

- Não! A relação de minha família com vocês nunca deu certo. Este encontro foi casual, você me pegou de surpresa. Dificilmente voltaremos a nos encontrar e, caso aconteça temo que não vá ser tão amistoso.

Percebi a tensão pela leve mudança em sua aura. Peguei uma das crianças. Estava somente bebendo o suficiente para deixá-los morrerem em paz. Não que eu me importasse, mas ser devorado vivo não deve ser nada agradável. Afinal também me alimentava com eles vivos. Alias era o que estava fazendo. Eles paralisados somente esperando a sua vez de serem mordidos por mim.

Soltei a ultima criança.

- Então se é para ser assim, espero que nossos caminhos não se cruzem outra vez. – Falei em um tom um pouco ríspido, ameaçador.

Ele olhou-me, cabisbaixo, mas com um olhar meio que raivoso, em silêncio e pegou a ultima criança de que me alimentei.

Sai como entrei. Não sei se teria estomago para presenciar a carnificina que estava por vir. Peguei minha Gold e deixei para trás o encontro sinistro.